quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Cartas para Marie Curie: livro para ouvir...

Livro para ouvir

Selo ONHU Brazil

Em 2013, a Organização Neo Humanitarismo Universalista, ONH-U, está finalizando o projeto cultural sem fins lucrativos, Cartas para Marie Curie, Tributo ao 100º Aniversário do Prêmio Nobel em Química para Maria Sklodowska-Curie, celebrado em 2011 no Brasil e no exterior.
O concurso cultural "Cartas para Marie Curie" promovido pela Organização Neo Humanitarismo Universalista, ONH-U, compartilhou o legado de Marie Curie entre a juventude do Brasil, visando  popularizar a contribuição da Mulher para a Ciência.
A Organização Neo Humanitarismo Universalista, ONH-U, recebeu mais de duas mil cartas de todo o país, cartas inéditas, criativas  e solidárias,  com relatos dos estudantes do Brasil sobre suas vidas, sobre a vida e a obra de Marie Curie,  e de como a história de Marie Curie afetou suas vidas  na atualidade.
A história de Marie Curie encantou a juventude  do Brasil de tal forma, que um grupo de jovens de São Paulo,  mobilizou o Núcleo de Juventude da ONH-U  para continuar compartilhando o legado da brilhante cientista, como exemplo de coragem e determinação, em especial, com os portadores de deficiência visual, através de um audiolivro com uma seleção de cartas do projeto para ouvir.  As cartas que emocionaram o Brasil e o mundo são narradas em português por Jam Pawlak, Fundadora e atual Presidente da ONH-U, e por Julia Mikita, Coordenadora do Núcleo de Juventude da ONH-U.

Marie Curie: símbolo da condição feminina independente.

Vamos compartilhar três cartas que fazem parte do audiobook Cartas para Marie Curie, a carta da Fundadora e Presidente da ONH-U, Jam Pawlak, e as cartas das Vencedoras Nacionais do Concurso Cultural Cartas para Marie Curie, Larissa da Silva Sanches, classificada em 1º lugar e Ana Carolina Barrionovo, classificada em 2º lugar:

Santos, 11 de novembro de 2011. 
Querida Marie Curie 
Saudações Humanistas!

Eu sempre acreditei na cultura de paz, no ideal maior da cooperação entre os povos do mundo, na solidariedade entre as nações; sou fundadora de uma organização não governamental denominada Organização Neo Humanitarismo Universalista, meu nome é Jam Pawlak. 
O primeiro projeto que desenvolvi na Organização Neo Humanitarismo Universalista, era intitulado Buzz of the Peace in Hiroshima and Nagasaki, abordava as explosões atômicas nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki durante a II Guerra Mundial sob o olhar de uma realização cênica humanitária com o intuito de preservar a memória mundial. 
O tempo passou rapidamente entre projetos voltados para a cultura de paz,  para a difusão do livro, da leitura e da educação ambiental entre as crianças e os jovens do Brasil; são mais de dez anos  de grandes histórias. 
A inspiração para o projeto “Cartas para Marie Curie” nasceu suavemente em meu coração em uma tarde de domingo: era o início de 2011, proclamado oficialmente como Ano Internacional da Química, sob o tema “Química – a nossa vida, o nosso futuro.” As comemorações foram coordenadas pela União Internacional de Química Pura e Aplicada e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, UNESCO. O objetivo do Ano Internacional da Química era justamente celebrar as contribuições da química para o bem-estar da humanidade. Toda a programação do Ano Internacional da Química foi inserida nas atividades da Década da Educação e do Desenvolvimento Sustentável (2005-2014), também em 2011, comemoramos o Centenário do Prêmio Nobel em Química para você Marie Curie. 
Minha admiração pela sua  carreira científica era enorme, bem como, minha vontade de compartilhar o seu legado com a juventude do Brasil.
Eu sou filha de imigrantes poloneses, a cultura polonesa está presente em minha vida; aprecio a música,  a poesia  e a  arte da Polônia desde o berço. 
Procurei o Consulado Geral da República da Polônia em São Paulo para expor a minha ideia de realizar um concurso cultural em homenagem ao 100º aniversário do Prêmio Nobel em Química para Marie Curie, que nasceu em Varsóvia em sete de novembro de 1867; um verdadeiro tributo em forma de “carta”, acreditei que muitos jovens ousariam escrever-te ... e muitos jovens enviaram suas cartas: recebemos mais de duas mil cartas de todo o país! 
O Consulado Geral da República da Polônia em São Paulo providenciou a Premiação do concurso cultural “Cartas para Marie Curie”, os professores de química colaboraram elaborando material de pesquisa para as escolas e posteriormente, lendo centenas de cartas enviadas. Cartas de extraordinário valor humano! 
Querida Marie, eu chorei lendo cartas emocionantes, onde a ciência, a vida e a química se misturavam em parágrafos repletos de palavras e sentimentos, aspirações e perspectivas, sonhos e conquistas!
A sensibilidade da juventude brasileira resgatou o seu admirável legado para as futuras gerações;  o objetivo do concurso cultural foi plenamente atingido: incentivamos o pensamento criativo, a difusão da pesquisa entre as novas gerações do século XXI e fomentamos a produção de texto através da reflexão sobre o legado de Marie  Curie. O tema do concurso cultural encantou alunos e professores, “a vida e a obra de Marie  Curie no coração da juventude” no Ano Internacional da Química. 
Admirável Marie, compartilhamos as suas incríveis experiências, que provocaram o êxtase e o deslumbramento na humanidade; o passado inspirando o presente e deixando marcas no futuro, como nas suas inesquecíveis palavras: “ a vida não é fácil para ninguém. E qual é o problema? Devemos ter perseverança e confiança em nós mesmos; acreditar que possuímos um dom para algo e que esse algo deve ser realizado.” Sim, Marie, algo muito especial realmente foi realizado no Ano Internacional da Química aqui no Brasil: a juventude abriu o coração para escrever sobre sonhos e esperanças, com um toque de delicadeza em prol da Vida. 
Cordialmente, 
Jam Pawlak
Fundadora e Presidente
Organização Neo Humanitarismo Universalista, ONH-U

Marie Curie e sua determinação sempre positiva.

Santos, 26 de outubro de 2011.
Prezada (Maria Sklodowska-Curie) Marie Curie

Sabe Marie, tenho quatorze anos e desde criança tenho um  sonho: tornar-me uma grande artista. Minha verdadeira paixão é a arte de qualquer forma que ela venha a ser. Eu danço há oito anos e amo cantar. As pessoas riem bastante quando eu digo o que quero porque acham que eu  não tenho possibilidade alguma. Uma menina de classe média, vinda do interior em uma cidade grande, que estuda em escola pública, onde já com o maior sacrifício os pais pagam os cursos de dança, irá mesmo vir a algum lugar?
Sabe dona Curie, ultimamente as coisas andam muito difíceis. A gente não pode mais sonhar, nem viver da maneira como queremos. Ninguém acredita em nossos sonhos, na nossa capacidade ... você é a maior prova de que se desistirmos jamais iremos alcançar nossos objetivos. Sua história é linda, nos emociona e nos envolve. Tem horas que ando tendo vontade de desistir de tudo, de jogar as coisas pro  ar e seguir outra carreira. Parei para pensar, nas pessoas que como a senhora alcançaram seus objetivos; e se nas primeiras dificuldades que surgissem, desistissem, iriam se deixar levar pelo fracasso e pelo cansaço; na verdade, foi isso que fez vocês levantarem a cabeça e tentar e tentar mais centenas de vezes não é verdade? São pessoas que como a senhora tiraram forças de onde já não havia e lutaram até o final; pra provar que somos quem queremos ser, não quem as pessoas pensam. São em pessoas assim, que deveríamos nos espelhar.
Depois de ler “nada na vida deve ser temido, somente compreendido ...” e “nunca vejo o que já foi feito ...” senti que era o que eu deveria fazer, é inspirador, de alguma forma me fez refletir. Como o mundo era e ainda é preconceituoso em relação à capacidade das mulheres, ninguém pode mudar esse conceito além de nós. Você mesma já provou a todos que não são apenas os homens que podem mudar o mundo. Seu sacrifício para o reconhecimento foi tremendo já que, na época as mulheres eram sub representadas de qualquer forma: dentro de casa, na rua e principalmente nos estudos.
Suas descobertas foram muito boas para a humanidade. Ajudaram a milhares de pessoas doentes e ainda auxiliam nos tratamentos de doenças como o câncer. O bom de tudo é que a senhora compartilhou seus estudos com os demais que com base neles, os desenvolveram mais e mais. Com a ajuda deles, que descobri que tinha um desenvolvimento desacelerado dos ossos, que não acompanhavam a idade; nada muito grave. Já fui a um especialista e já estou fazendo tratamento.
Quero agradecer a senhora por ter existido, por ter feito do mundo um lugar melhor. Com certeza, depois de conhecer a toda sua trajetória juntamente de seu marido, de conhecer todo seu trabalho e dedicação particularmente; irei me inspirar muito na sua história. Todo seu interesse pelos estudos e pela ciência a fizeram uma mulher espetacular. Espero um dia ter o mesmo reconhecimento e, me tornar uma pessoa tão boa quanto a senhora.

Larissa da Silva Sanches
Livro para ouvir

Selo ONHU Brazil


Suely Maia, Secretária de Educação de Santos e Larissa da Silva Sanches, Vencedora Nacional do Concurso Cultural Cartas para Marie Curie da ONH-U em 2011.

Compartilhando o legado de Marie Curie: livro para ouvir 


Pitangueiras, 4 de junho de 1934.
Querida e Idolatrada Madame Curie

Após a construção do Thermas de Lindoya, em 1914, meu pai – que era grande amigo do Dr. Tozzi (fundador do local e seu anfitrião) – e eu fomos estudar as águas. Lá ficamos  hospedados no Hotel Catete, dentre os três de que lá havia (foi um ano depois de sua vinda que surgiu o Grande Hotel Glória, em que passamos a ficar).
Em 1926, quando tinha eu já meus 22 anos de idade – sem ser casada ainda – presenciei sua chegada junto de meu pai. Eu, ainda estudante, não fazia ideia de sua grandeza: não sabia quem era, mas, como todos naquele local, deverias ser muito importante.
Depois de sermos apresentadas, pedi então, em particular, para que o Dr. Tozzi me dissesse tudo sobre você. E este grande conhecedor, de alma simples, contou-me todos os seus feitos, suas frases, como era. Foi uma conversa bem longa, cheia de detalhes, e meu pai depois ainda me entregou algumas matérias e manuscritos para ler sobre suas pesquisas.
Graças a sua visita, quando reconheceu a radioatividade naquelas águas, mais e mais turistas e cientistas foram atraídos para a região. E agora aquelas águas são conhecidas mundialmente por, além de poder curar, serem as mais radioativas do mundo, ultrapassando de longe as fontes de Jachimou, na Tchecoslováquia, e as fontes de Bad Gaisten, na Austria.
O sonho de meu pai era que eu me tornasse uma grande cientista, tal como a Madame, tal como ele. De certo modo, eu até me interesso por ciência, pelas particularidades naturais. Contudo, no fundo eu sabia que minha verdadeira felicidade não estava lá: sempre gostei de desenhar, e para isso sempre tive talento, isso todos admitiam. E meu maior sonho sempre foi dar voz e movimento aos meus desenhos. Isto chama-se “animação”, projetada pela primeira vez pelo francês Émile Reynaud no Musée Grévin, em Paris, em outubro de 1892. E há dois anos um homem chamado Walter Disney fez sua primeira animação com – acredite se quiser – cores e som! A obra se chama “Flowers and Trees”, da série de animações “Silly Simphonies”.
Conhecendo sua história de perseverança, convivendo com uma sociedade claramente machista e preconceituosa, na sua luta de quatro anos seguidos para isolar o elemento rádio da pechblenda, e conhecendo seu amor e dedicação à ciência, tomei-a como ídola inspiradora para a vida, - junto da esperança que meu contemporâneo apresentou a mim e resolvi, assim como a Madame, lutar e me dedicar às evoluções e revoluções do mundo artístico em movimento.
E ao contrário do que pensa, aquilo que fez foi realmente notável, do contrário não terias sido a primeira mulher a ganhar dois prêmios Nobel em diferentes áreas da ciência – áreas do saber tradicionalmente conhecidas em nossas sociedades como apenas de homens – quebrando assim muitos dos conceitos que restringiam nós, mulheres guerreiras e exploradoras. Você deu um bom passo para o reconhecimento e libertação feminina.
Graças a você, comprovadamente podemos usar a radioatividade para a cura, e o polônio já é usado na fabricação de vários produtos industriais. Suas pesquisas darão base à outras, e trarão mais e mais desenvolvimento ao mundo. Tal como somente o sapateiro Skuba poderia matar o dragão de Wawel, somente você, uma mulher de talento, perseverança e coragem poderia ter desvendado o que conseguiu. À Madame, somos todos eternamente gratos.

Saudando-a, ó grande mulher

Ana Carolina Barrionovo

Jam Pawlak, Fundadora e atual Presidente da ONH-U e Ana Carolina Barrionovo, classificada em 2º lugar  no concurso cultural Cartas para Marie Curie. 

Livro para ouvir

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Hora de Clarice no Litoral Sul de São Paulo

A vida e a obra de Clarice Lispector em destaque na Hora de Clarice 2013. 

A Organização Neo Humanitarismo Universalista, ONH-U, celebrou a Hora de Clarice em Santos, São Vicente e Guarujá, compartilhando o legado literário de Clarice Lispector com o público em geral, e em especial  com as vovós, mamães e bebês do litoral sul do Estado de São Paulo.
Clarice Lispector nasceu em Tchetchelnik, na Ucrânia, em 10 de dezembro de 1920, e imigrou para o Brasil em 1922, residindo em Maceió, Recife e Rio de Janeiro. Também residiu  em Nápoles (Itália), Berna (Suíça), Washington (EUA) e Torquay (Inglaterra), logo após casar-se com o diplomata Maury Gurgel Valente, com quem teve dois filhos. Clarice Lispector faleceu no Rio de Janeiro em 9 de dezembro de 1977.

Celebrando o aniversário de Clarice Lispector em Santos.

Clarice Lispector, a escritora mais admirada do Brasil.

Clarice Lispector com seus filhos na praia.

Celebrando a Hora de Clarice com Jam Pawlak na Praia do Itararé em São Vicente, SP, e divulgando o livro "Clarice Lispector - crônicas para jovens - de amor e amizade", Editora Rocco Jovens Leitores, com panfletagem de textos de Clarice Lispector para vovós, mamães e bebês que passeavam na praia.  

Viva Clarice Lispector!

domingo, 1 de dezembro de 2013

VI Bienal de Jovens Criadores da CPLP



A VI Bienal de Jovens Criadores de países de língua portuguesa acontecerá em Salvador (BA), no período de 3 a 7 de dezembro de 2013, com o tema  principal voltado para a “Política de Juventude e Cultura Livre”, reunirá  jovens de oito países lusófonos, membros  da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). A plataforma referente à cultura digital estará presente na VI Bienal visando contribuir para a integração e construção de novos caminhos para a formação cidadã e ao mesmo tempo sustentável de todos os jovens dos países membros, através da aproximação e troca entre as mais diversas identidades culturais e das políticas públicas para a juventude. A VI Bienal de Jovens Criadores da CPLP terá a participação de jovens do Brasil,  Portugal, Angola, Moçambique, Timor Leste, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Guiné Bissau. A abertura oficial acontecerá no dia 3 de dezembro às 17 horas no Teatro Castro Alves. 
Salvador, cidade sede da VI Bienal de Jovens Criadores da CPLP

Veja os trabalhos selecionados e conheça os talentos da juventude da CPLP através do Catálogo de Obras:

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

1ª Feira do Livro da CPLP



A primeira Feira do Livro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, CPLP, acontecerá no período de 22 a 30 de novembro de 2013 na cidade de Luanda, em Angola, com a finalidade de promover e divulgar a literatura dos países membros, bem como, incentivar a circulação livreira na CPLP. A coordenação geral da 1ª Feira do Livro é do Ministério da Cultura de Angola, que reunirá escritores, editores, livreiros e bibliotecários da CPLP. A Feira do Livro  é voltada para o público em geral.

O espaço tenda da conversa terá uma mesa redonda diária durante todo o período de realização da Feira do Livro, com os seguintes temas em destaque:
"A circulação dos escritores e das suas obras no espaço da CPLP";
"Leitura Infantil: o hábito da leitura nas crianças" com Sofia Araújo e Isaac Paxe da Estampa Editora;
"Plano Nacional  de Leitura: a experiência de Portugal";
"A língua portuguesa pede passagem encanta e conquista o mundo" com Susanna Florissi da Hub Editorial e Cristina Caetano do Instituto Camões;

A primeira Feira do Livro da CPLP  terá ainda lançamentos exclusivos da União de Escritores Angolanos, lançamentos inéditos de escritores da CPLP, seminários, debates, apresentações musicais, exibições do filme de animação "Uma Viagem, Dois Mundos" de Rui Andrade.

Os mediadores de leitura, estarão incentivando as crianças e os jovens de Luanda a celebrar intensamente a integração cultural e literária da CPLP,  em várias tendas, instaladas em frente ao oceano Atlântico, na baía de Luanda.  

Baía de Luanda, Angola.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Oficina Temática Inês de Castro Incentiva a Leitura

Oficina Temática Inês de Castro, realizada em Santos, litoral de São Paulo, no Dia Nacional da Cultura.


Oficina Temática Inês de Castro
O projeto cultural “Cartas Para Inês de Castro” da Organização Neo Humanitarismo Universalista, ONH-U, almeja compartilhar com a juventude do século XXI, a emocionante história de Inês de Castro, por intermédio da realização da Oficina Temática Inês de Castro nas Escolas do Brasil.

O Mito Inês de Castro

"Inês de Castro, nasceu em 1320 ou 1325 na Galiza, era filha ilegítima do nobre galego Pedro Fernandes de Castro, o da Guerra, e de uma dama portuguesa, Aldonça Suárez de Valadares, e irmã de D. Fernando e de D. Álvaro Pires de Castro. Por parte de seu pai era bisneta ilegítima de D. Sancho de Castela, pai de D. Beatriz de Castela que era mãe de D. Pedro, futuro Rei de Portugal. Era, portanto, prima em 3º grau de D. Pedro.

Inês de Castro viveu parte da sua infância no castelo de Albuquerque cuja dona, que a criou como filha, era casada com Afonso Sanchez, filho ilegítimo de D. Diniz, até vir a ser aia de sua prima de D. Constança Manuel, filha de João Manuel de Castela, poderoso nobre descendente da Casa Real Castelhana e que estava prometida ao príncipe de Portugal, D. Pedro. Inês de Castro chega a Évora, integrada no séquito de D. Constança, em 1340.

Desde cedo foram conhecidos os amores de D. Pedro pela dama galega. D. Afonso IV, temendo esta relação, exila-a na fronteira espanhola em 1344.
Após a morte de D. Constança volta a Portugal, tendo vivido com D. Pedro, de quem vem a ter quatro filhos, o primeiro, D. Afonso, que morreu em criança. Viveram em vários locais na zona da Lourinhã e, por fim, em Coimbra no Paço da Rainha Santa junto ao Convento de Santa Clara-a-Velha, tendo sido degolada a 7 de Janeiro de 1355 por ordem de D. Afonso IV.

Da vida de Inês de Castro pouco se sabe, a sua trágica morte e o amor sem limites de D. Pedro e a forma como este quis perpetuar esses amores, alimentou desde cedo a poesia e a narrativa histórica, não deixando morrer o mito Inês de Castro."

Fundação Inês de Castro de Coimbra, Portugal.

Inês de Castro
Nas Escolas do Brasil

A Oficina Temática Inês de Castro nas Escolas do Brasil, oferece  uma oportunidade única aos jovens brasileiros: entrar em contato com a literatura portuguesa através de um episódio medieval que há séculos comove o mundo: a história de amor de Pedro & Inês.

Programação Cultural:

·         Amor por Portugal, um depoimento em poesia de imagens com Teresa Teixeira
·         A Paleta e o Amor, Arte Figurativa com Amorim
·         A Última Noite de Inês de Castro, monólogo com Jam Pawlak



Oficina de Cartas & Retratos de Amor
Tema: A História de Amor de Pedro & Inês no Coração da Juventude
Tributo ao amor de Pedro & Inês.
Objetivos:
Incentivar o pensamento criativo, a difusão da pesquisa entre os jovens do Brasil, e fomentar a produção literária juvenil através da reflexão sobre a história de amor de Pedro & Inês.
Contato: ngo.onh.u@gmail.com 

domingo, 3 de novembro de 2013

Oficina Temática Inês de Castro


A Zona Noroeste é um distrito da cidade de Santos, litoral de São Paulo, com uma população de mais de 120 mil habitantes, moradores dos  bairros da Alemoa, Areia Branca, Bom Retiro, Caneleira, Jardim Castelo, Chico de Paula, Outeirinho, Jardim Piratininga, Jardim Rádio Clube, Saboó, Santa Maria, Jardim São Manoel, Vila São Jorge, Vila Progresso, Ilhéu Alto. Limita-se ao norte com o Estuário e o Largo do Carnéu,  ao sul com a cidade de São Vicente, a leste com o bairro do Valongo e alguns morros, e a oeste com o rio Casqueiro.
A ocupação da Zona Noroeste data da década de 1950, com a instalação do Polo Industrial de Cubatão. A Avenida Nossa Senhora de Fátima é muito  importante para a região,  atravessa vários bairros do distrito, desde a Marginal da Via Anchieta até a divisa de São Vicente, (divisa-Tambores).
A  Oficina Temática Inês de Castro, que será realizada no Centro da Juventude da  Zona Noroeste, almeja estimular o prazer da leitura através de um novo conceito entre arte, literatura, e escrita: almejando  compartilhar o legado da literatura portuguesa, visando a iniciação ao desenvolvimento sócio cultural; literatura como instrumento de humanização da juventude urbana.
Os jovens da Zona Noroeste participarão de uma oficina temática inesiana com leituras públicas extraordinárias, capazes de conduzi-los à uma incrível jornada no tempo rumo à Coimbra medieval, porque “ler é viajar sem sair do lugar”, como na frase  acima sublinhada da Fundação Inês de Castro, direcionada para o  incentivo à leitura no Brasil.    

A Oficina Temática Inês de Castro terá a participação especial  do artista plástico e poeta brasileiro, Amorim, da pedagoga portuguesa, Teresa Teixeira, que atualmente dedica-se à literatura, poesia e arte digital, e da teatróloga Jam Pawlak, fundadora e atual presidente da Organização Neo Humanitarismo Universalista.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Cartas Para Inês de Castro


O projeto cultural “Cartas Para Inês de Castro” da Organização Neo Humanitarismo Universalista, almeja compartilhar com a juventude do Brasil,  a emocionante história de Inês de Castro.

O Mito Inês de Castro
“Inês de Castro, nasceu em 1320 ou 1325 na Galiza, era filha ilegítima do nobre galego Pedro Fernandes de Castro, o da Guerra, e de uma dama portuguesa, Aldonça Suárez de Valadares, e irmã de D. Fernando e de D. Álvaro Pires de Castro. Por parte de seu pai era bisneta ilegítima de D. Sancho de Castela, pai de D. Beatriz de Castela que era mãe de D. Pedro, futuro Rei de Portugal. Era, portanto, prima em 3º grau de D. Pedro.
Inês de Castro viveu parte da sua infância no castelo de Albuquerque cuja dona, que a criou como filha, era casada com Afonso Sanchez, filho ilegítimo de D. Diniz, até vir a ser aia de sua prima de D.Constança Manuel, filha de João Manuel de Castela, poderoso nobre descendente da Casa Real Castelhana e que estava prometida ao príncipe de Portugal, D. Pedro.
Inês de Castro chega a Évora, integrada no séquito de D. Constança, em 1340.
Desde cedo foram conhecidos os amores de D. Pedro pela dama galega. D. Afonso IV, temendo esta relação, exila-a na fronteira espanhola em 1344.
Após a morte de D. Constança volta a Portugal, tendo vivido com D. Pedro, de quem vem a ter quatro filhos, o primeiro, D. Afonso, que morreu em criança. Viveram em vários locais na zona da Lourinhã e, por fim, em Coimbra no Paço da Rainha Santa junto ao Convento de Santa Clara-a-Velha, tendo sido degolada a 7 de Janeiro de 1355 por ordem de D. Afonso IV.
Da vida de Inês de Castro pouco se sabe, a sua trágica morte e o amor sem limites de D.Pedro e a forma como este quis perpetuar esses amores, alimentou desde cedo a poesia e a narrativa histórica, não deixando morrer o mito Inês de Castro.” Fundação Inês de Castro de Coimbra, Portugal.

O Concurso Cultural “Cartas Para Inês de Castro”
O programa de Incentivo à leitura “Nas Ondas da Leitura”, da Organização Neo Humanitarismo Universalista, ONH-U, Brasil, apresenta o Concurso Cultural sem fins lucrativos, “Cartas Para Inês de Castro”” Tributo ao Amor de Pedro e Inês.
O Concurso Cultural “Cartas Para Inês de Castro” é destinado à participação da juventude do Brasil, jovens de 15 a 29 anos poderão participar enviando suas "Cartas Para Inês de Castro” até 30 de maio de 2014.
Objetivos:
- Incentivar o pensamento criativo, a difusão da pesquisa entre as novas gerações do século XXI e fomentar a produção de texto através da reflexão sobre a história de amor de Pedro I e Inês de Castro.
Tema: "A História de Amor de Pedro e Inês no coração da juventude."
O Concurso Cultural "Cartas Para Inês de Castro” almeja ainda celebrar a contribuição da temática inesiana para a literatura portuguesa.
As Cartas deverão ser inéditas, criativas e de acordo com o vocabulário da língua portuguesa. O texto deverá ter no mínimo 30 e no máximo 45 linhas, digitadas ou digitalizadas.
As Cartas poderão ser enviadas por e-mail para: ngo.onh.u@gmail.com
Os seguintes dados dos participantes deverão ser informados: Nome Completo; Idade; Endereço; Telefone; Cidade/UF; Escola.
A seleção das melhores Cartas obedecerá os seguintes critérios: criatividade, originalidade, internacionalidade e uso correto da língua portuguesa. As 10 melhores Cartas serão enviadas para o acervo da Fundação Inês de Castro, Quinta das Lágrimas, Coimbra, Portugal.
As Cartas encaminhadas à Coordenação do Concurso Cultural “Cartas Para Inês de Castro”, deverão estar em arquivo pdf, acompanhadas de uma autorização para sua divulgação, quando os participantes forem menores de idade, tal autorização deverá ser assinada pelo responsável.
Divulgação dos Resultados: Julho de 2014.
Premiação:
Certificados de Honra ao Mérito para as 10 melhores cartas.
Coleções de Livros e Medalhas para as 3 melhores cartas.

A Madrinha do Concurso Cultural “Cartas Para Inês de Castro”
A escritora Samanta Holtz, Madrinha Oficial do Concurso Cultural “Cartas Para Inês de Castro”, nasceu no Dia Mundial do Livro.
Samanta Holtz estava destinada a trilhar o caminho da literatura desde a infância; aprendeu a ler sozinha aos cinco anos, tamanha era a vontade de entender as histórias que sua mãe lia para ela. Aos nove, ganhou um prêmio municipal de redação em sua cidade, Porto Feliz, interior de São Paulo.
Começou a escrever romances aos 14 anos e, em 2012, publicou pela editora Novo Século o livro “O Pássaro”, premiado no Destaques Literários 2012 na categoria "romance nacional" por votação do público e também do júri técnico. Em 2013, publicou seu segundo romance, "Quero Ser Beth Levitt".
As histórias românticas e cheias de surpresas de Samanta Holtz conquistaram o público jovem do Brasil em pouco tempo. A escritora conduz magistralmente seus leitores por uma deliciosa viagem, levando-os das lágrimas ao riso em questão de capítulos.

Lançamento do Concurso Cultural “Cartas Para Inês de Castro”
O evento de lançamento do Concurso Cultural “Cartas Para Inês de Castro” acontecerá no próximo dia 18 de outubro de 2013, a partir das 15 horas no Museu do Café de Santos, situado à Rua XV de Novembro, nº 95, centro, com as participações especiais de:

Samanta Holtz, Madrinha do Concurso Cultural “Cartas Para Inês de Castro”;

Teresa Teixeira, um depoimento em poesia de imagens “Amor por Portugal”;

Jam Pawlak, com o monólogo “A Última Noite de Inês de Castro”;

“Sol em Cantigas de Amor”, pocket show com Sol Martines & Luís Arcas;

Amorim, “A Paleta e o Amor”, workshop de Fotografia, Pintura e Poesia;

Haverá ainda uma Oficina de Cartas de Amor: o público presente será  convidado a escrever uma carta contando a sua história de amor para Inês de Castro.

Oficina Temática Inês de Castro
A primeira oficina temática Inês de Castro será realizada no Centro da Juventude da Zona Noroeste de Santos, situado na Avenida Brigadeiro Faria Lima S/N Jardim Rádio Clube, no dia 5 de novembro de 2013, em comemoração aos 33 anos do acordo entre as cidades irmãs Santos-Coimbra; celebrando a contribuição da temática inesiana para a literatura portuguesa, através do encontro dos jovens da Oficina da Palavra Literatura e Poesia do Centro da Juventude da Zona Noroeste com as intervenções artísticas da Oficina Temática Inês de Castro da Organização Neo Humanitarismo Universalista, com o apoio cultural da Secretaria  Municipal de Cultura, promovendo o intercâmbio cultural e humanitário entre Santos e Coimbra.

Apoio Cultural e Institucional:

Museu do Café de Santos

Prefeitura de Santos - Secretaria Municipal  de Cultura

Consulado Honorário de Portugal em Santos

Proler Baixada Santista

Editora Novo Século

Realização: Organização Neo Humanitarismo Universalista

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

2ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental


"Todos estamos envolvidos e todos somos responsáveis. Preocuparmo-nos com o meio ambiente em que viverão as nossas crianças é ajudar a formar uma nova geração, que será dinâmica e criadora."
(Jacqueline Dana e Anne Denner - Ambientalistas Francesas)

O Núcleo de Cinema Ambiental, N.C.A. da Organização Neo Humanitarismo Universalista, ONH-U, tem como principais objetivos: inserir o audiovisual como instrumento de mobilização socioambiental entre as crianças, os adolescentes e os jovens do Brasil, através da produção de documentários, da promoção de debates sobre a temática do meio ambiente, e da difusão de conteúdos de qualidade do cinema ambiental.

O Núcleo de Cinema Ambiental, N.C.A. da Organização Neo Humanitarismo Universalista, ONH-U, registra como altamente recomendável a 2ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental Itinerância 2013.

A 2ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental Itinerância 2013 é uma realização da Ong Ecofalante, com curadoria de Francisco César Filho e direção geral de Chico Guariba. A mostra, foi criada em 2012 com o objetivo de chamar a atenção da população para questões de sustentabilidade, cidadania, governança, participação e políticas públicas.

A programação de 2013 é baseada em sete eixos temáticos: água, cidades, contaminação, economia, globalização, mobilização, povos e lugares; contemplando ainda o público com sessões especiais, debates e mostra infanto-juvenil.

O homenageado da 2ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental é o cineasta Aloysio Raulino (1947-2013), diretor de fotografia consagrado do cinema brasileiro, dirigiu três curtas-metragens: Lacrimosa, O Tigre E A Gazela e Porto de Santos.

Em exibição 42 filmes internacionais e 16 brasileiros. Destacamos como imprescindíveis para a difusão de conteúdos referentes ao cinema ambiental:


“Trashed – Para Onde Vai o Nosso Lixo?”, Reino Unido, 2012, 97 min um diálogo global, da Islândia à Indonésia, entre o astro do cinema Jeremy Irons e cientistas, políticos e pessoas comuns, cuja saúde e meios de subsistência foram fundamentalmente afetadas pela poluição de resíduos. Direção: Candida Brady.

“A Crise Global da Água”, EUA, 2011, 105 min com um argumento poderoso do porquê a crise mundial da água será a principal questão que nosso mundo precisará enfrentar neste século; apresenta a ativista Erin Brockovich e especialistas ilustres como Peter Gleick, Alex Prud’homme, Jay Famiglietti e Robert Glennon. Direção: Jessica Yu.


A mostra infanto-juvenil selecionou uma obra prima do cinema ambiental, “A Baleia”, EUA, 2011, 85 min, a verdadeira história de Luna, uma jovem orca selvagem em busca da amizade das pessoas. Emocionante. Profundamente humano. Direção: Suzanne Chisholm e Michael Parfit. Destacando a produção cuidadosa de Scarlett Johansson e Ryan Reynolds.

Visite o Site da : 2ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental: 

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Esferas Celestes: Nicolau Copérnico E A Astronomia Moderna

Estátua de Nicolau Copérnico na Polônia.

O Núcleo de Cinema Ambiental da Organização Neo Humanitarismo Universalista, ONH-U, celebra  desde o início do ano de 2013, o Aniversário de  540 anos de Nascimento do Pai da Astronomia Moderna, Nicolau Copérnico, com sessões de cinema do filme documentário Esferas Celestes, produção brasileira de 2009, Ano Internacional da Astronomia,   com direção de Ismael de Lima Jr.  O filme é um tributo ao legado  de Nicolau Copérnico para a humanidade; aborda de forma lúdica a história do astrônomo polonês, autor da obra “Sobre As Revoluções Das Esferas” (De Revolutionibus Orbium Coelestium).
O filme Esferas Celestes foi exibido nas seguintes cidades: São Paulo (SP), Santos (SP), Campinas (SP), Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR), Londrina(PR), Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS), Belo Horizonte(MG); valorizando o cinema ambiental e a ecologia humana através de sessões de cinema voltadas para a popularização da Astronomia entre a juventude do Brasil.
O talentoso diretor do filme "Esferas Celestes", Ismael de Lima Jr. do Brasil.


"Esferas Celestes"  em dvd e blu-ray.  


O Legado de Nicolau  Copérnico
Nicolau Copérnico nasceu em Tórun, Polônia, em 19 de fevereiro 1473. Filho de um próspero comerciante também chamado Nicolau e de Barbara, irmã do cônego e depois bispo polonês Lucas Wascerode.
O pai de Copérnico morreu quando este tinha apenas 10 anos. Copérnico foi morar com o tio (bispo Lucas) e aos 19 anos ingressou na Universidade de Cracóvia, na época famosa pela excelência dos currículos de Astronomia, Matemática e Filosofia.
Em 1497, Copérnico viajou para a Itália onde ingressou nas Universidades de Bolonha e Ferrara para cursar, respectivamente, Direito e Medicina.
Costumava trabalhar sozinho observando o céu a olho nu (a luneta para Astronomia só seria inventada um século mais tarde) e por meio de aparelhos por ele construídos.
Em 1530, dedicou-se inteiramente à Astronomia e terminou sua grande obra, denominada “De Revolutionibus Orbium Coelestium” sobre as revoluções das esferas celestes na qual afirma que a Terra faz um giro completo em torno do seu próprio eixo uma vez por dia, e move-se ao redor do sol um vez por ano.
 Essa obra foi publicada somente 30 anos após ter sido escrita, isto é, no ano da morte de Copérnico. Conta a historia que ele faleceu uma hora depois de pegar em suas mãos o primeiro exemplar de seu livro, em 24 de maio de 1543.
As esferas e os dogmas da época:
          O sistema de Copérnico embora revolucionário para época, também tinha imperfeições. Uma delas era supor que as órbitas dos planetas eram rigorosamente circulares.
          O conhecimento humano sofreu um duro golpe com a publicação da teoria de Copérnico, mesmo anos a pós a sua morte, durante o processo de condenação de Galileu, em 1616, a igreja colocou a obra de Copérnico na lista dos escritos proibidos, condição que permaneceu até 1835.
          Pelos dogmas religiosos da época, se Deus havia criado a terra  e o homem para povoá-la, como criatura à imagem do Criador, seríamos, portanto, superiores às demais criaturas. De acordo com isso o universo existia apenas para que o Homem o contemplasse. Acreditava-se que o filho de Deus estava no centro do cosmos e no centro de todas as coisas.
O roteiro de Esferas Celestes e o desafio de falar uma linguagem que todos pudessem entender:
“A cada dia que passa, a ciência está nos mostrando novos limites para a ação humana, caminhos pelos quais estamos ultrapassando a capacidade de suportar do nosso planeta. Um desses problemas está no excesso de intensidade luminosa durante a noite. De 1970 para cá, a intensidade luminosa no mundo triplicou, medida em lumens per capita. Dois terços das pessoas dos Estados Unidos e na Europa já não veem mais um céu estrelado.
Durante um blecaute em Los Angeles, nos EUA, pessoas procuraram médicos, por temerem, como diziam, uma estranha substância líquida no céu: era a via láctea, que só então viam na escuridão.” Washington Novaes, Jornalista.
A citação do jornalista Washington Novaes é o ponto de partida para a fascinante jornada de um diretor de cinema, Ismael de Lima Jr., de um astrônomo, Marcos Voelzke, e de um grupo de escoteiros poloneses, Grupo Orzel Bialy, em busca do legado de Nicolau Copérnico para a humanidade.
O depoimento do astrônomo Marcos Voelzke desperta a curiosidade dos jovens escoteiros desde o início:
“Quando observamos  o céu logo após o por do sol, podemos ver as estrelas.
Uma estrela é um globo de gás que se queima. A estrela tem luz própria. Nosso Sol é a estrela mais próxima da Terra e o Sol move-se... ou será a Terra que se move? Por muitos séculos, os astrônomos acreditaram que a Terra se mantivesse parada, enquanto o firmamento girava em torno dela, que seria o Centro.
Quatro séculos antes de Nicolau Copérnico, um astrônomo grego, Aristarco de Samos, apresentara a teoria de que o Sol era o centro do universo. Mas isso era tão estranho que seu sistema foi posto de lado.
Só por volta de 1540, é que Nicolau Copérnico, astrônomo polonês, percebeu  que os movimentos aparentemente complexos dos Planetas podiam ser prontamente explicados se o Sol permanecesse parado e a Terra e os Planetas girassem ao seu redor. O mundo levou 150 anos para aceitar essa noção.
O estudo da Astronomia tinha grande significação naquele tempo. O comércio marítimo desenvolvia-se rapidamente, os navios tornavam-se cada vez maiores e avançavam cada vez mais para longe da costa.
Quando Copérnico estava com 19 anos, Colombo atravessou o oceano e descobriu a América. A parte da navegação dependia de tábuas astronômicas especialmente calculadas. Também era preciso estabelecer um calendário acurado, de modo que as festas da Igreja pudessem ser adequadamente celebradas.
Naqueles tempos, o estudo da Medicina achava-se intimamente aliado ao da Astronomia. Supunha-se existir mística relação entre os órgãos do corpo humano e os signos do Zodíaco. Durante seus tempos de estudante, Nicolau Copérnico foi nomeado Cônego em uma Igreja de Frauenberg. Aos 33 anos, terminou sua vida de estudante e iniciou os seus serviços de Cônego. Estabeleceu-se em uma das Torres do muro defensivo que cercava a Catedral, hoje conhecida como Torre de Copérnico, esta lhe serviu de Observatório.
Nicolau Copérnico traçou um quadro geral do Universo com o Sol no Centro e a Terra revolvendo em torno dele, como planeta. Explicou porque ocorrem as estações. Mostrou que não vemos as estrelas na mesma posição celeste na Itália e no Egito, e nem podemos ver do Hemisfério Norte, estrelas que vemos no Sul. Quando se coloca uma luz na ponta de um mastro, ela parece  descer gradativamente à medida que o navio se afasta, no mar. Finalmente desaparece, parecendo mergulhar no oceano.
Nicolau Copérnico usou esses argumentos para provar que a Terra é redonda; discutindo os movimentos aparentemente erráticos dos planetas, movendo-se às vezes para a frente e às vezes para trás, e nos intervalos parecendo parar. Mostrou como esses movimentos seriam perfeitamente regulares se se considerasse o Sol como o centro do movimento planetário.”
O filme “Esferas Celestes” do Núcleo de Cinema Ambiental da ONH-U, ultrapassou os vinte mil espectadores em 2013, com exibições alternativas voltadas para a juventude em cinco Estados do Brasil.  O filme foi dublado em polonês e exibido em várias  cidades da Polônia.
“No meio de tudo mora o Sol, pois quem poderia colocar esse lampadário em outro lugar, ou melhor, lugar nesse gloriosíssimo templo do que daquele de onde possa ao mesmo tempo iluminar o todo?” Nicolau Copérnico (1473-1543)
O filme “Esferas Celestes” foi lançado no dia 29 de agosto de 2009 no I Encontro de Astronomia e Escotismo da Cidade de São Paulo, que aconteceu no Planetário e Escola Municipal de Astrofísica Professor Aristóteles Orsini no Parque Ibirapuera.

Parque do Ibirapuera, São Paulo, Brasil.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

II Encontro De Literatura Portuguesa Para Crianças, o legado:

Celebrando a literatura portuguesa em Santos: mediadores da leitura.

A realização do II Encontro De Literatura Portuguesa Para Crianças, na cidade de Santos, foi  uma verdadeira celebração da  cultura portuguesa.
A obra do Autor Homenageado, Sidónio Muralha, encantou adultos e crianças;  a exposição “Portugal em Poesia de Imagens”,  fotografias de Joanna Rocha e poemas de Teresa Teixeira, lembrou ao público que, “viajar é preciso”;  a mostra “Caravelas”, óleo sobre tela do artista plástico Amorim destacou  o lado azul do mar;  a instalação mediadores de leitura da Fundação Sidónio Muralha e Fundação Educar DPaschoal convidaram o público para ler junto;  a mesa-redonda reuniu três apresentações  de grande valor para os mediadores da leitura: Jam Pawlak , Presidente da Organização Neo Humanitarismo Universalista, compartilhando  o direito de ler das crianças, Teresa Teixeira, Embaixadora Oficial do II Encontro De Literatura Portuguesa Para Crianças,  apresentando a obra de Sidónio Muralha de uma forma poética,  Luciana Mello, Coordenadora da Biblioteca Hans Christian Andersen de São Paulo,  revelando  todo o encanto dos Contos Populares Portugueses.
A roda de leitura  foi divertida e lúdica, “A Televisão Da Bicharada”  de Sidónio Muralha, agradou mais de 150 crianças, que também fizeram um passeio com a boneca Emília, da obra de Monteiro Lobato.
A festa literária portuguesa  celebrou ainda o folclore de Portugal com o Grupo Poetas Vivos, a tarde de terça-feira foi  um momento  de rara beleza em harmonia com as crianças, professores e mediadores de leitura.
Agradecimentos Especiais:
Consulado Honorário de Portugal em Santos
Prefeitura de Santos
Fundação Sidónio Muralha
Fundação Educar DPaschoal
Proler
Grupo Poetas Vivos
Amorim
Teresa Teixeira
Escola Total
Escola Portuguesa de Santos
C.A.I.S. Centro de Atividades Integradas de Santos

O folclorista Luiz Abílio participando da festa literária no C.A.I.S.Foto: Amorim.

Mostra "Caravelas" do artista plástico Amorim e todo o azul do mar. Foto: Amorim.

Grupo Poetas Vivos entre os amigos do livro e da leitura. Foto: Amorim.

Todo o encanto da literatura portuguesa com a boneca Emília. Foto: Amorim.


Em 2014 um novo desafio: III Encontro de Literatura Portuguesa Para Crianças.




domingo, 18 de agosto de 2013

II Encontro De Literatura Portuguesa Para Crianças



Convenção Sobre O Direito De Ler Das Crianças
Da Comunidade Dos Países De Língua Portuguesa
                                                                                                            
A difusão do livro e a promoção da leitura são os principais objetivos do II Encontro De Literatura Portuguesa Para Crianças de 7 a 14 anos.
As ações de mobilização infanto-juvenil do II Encontro De Literatura Portuguesa Para Crianças da Organização Neo Humanitarismo Universalista, ONH-U, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura de Santos, Prefeitura de Santos e Consulado Honorário de Portugal em Santos, almejam estimular o prazer da leitura entre as crianças através de um novo conceito entre arte/brincadeira/literatura: socializar para compartilhar o legado da língua portuguesa; visando a iniciação ao desenvolvimento cultural; literatura como instrumento de humanização e literatura para o resgate histórico da língua portuguesa.
A relação criança-livro é brilhantemente justificada na obra “Breve História Da Literatura Para Crianças Em Portugal”, da autora Natércia Rocha; “pensar nas crianças e nos problemas com elas relacionados implica a necessidade de ter em primeira linha valores do futuro; para elas tudo está no princípio, mesmo quando ao nascer se encontram já na posse de fatores determinantes da evolução que se seguirá, ou se as esperam situações fortemente condicionantes. Até essa luta individual e inevitável com o trazido e o encontrado está no princípio. Mas como perspectivar o futuro sem atender ao presente se é no presente que o futuro firma raízes? Tudo quanto  toca  a criança deve portanto ser cuidado com atenção e perícia para que não sejam gerados riscos ao desenrolar do futuro. Do muito que cerca a criança, os livros constituem elemento atuante, tanto pela presença como pela ausência. Desses livros – que são potenciais agentes modeladores dos seres do futuro que são as crianças de hoje. (...) O futuro do livro está nas mãos das crianças.”

A Literatura Portuguesa como instrumento de humanização das gerações futuras na Comunidade Dos Países De Língua Portuguesa: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor Leste.

AUTOR HOMENAGEADO DO II ENCONTRO DE LITERATURA PORTUGUESA PARA CRIANÇAS


SIDÓNIO MURALHA
Poeta: 1920 – 1982
Por Fanny Abramovich

QUANDO TUDO ACONTECEU...
1920: Em 28 de Julho, Sidónio Muralha nasce na Madragoa, Lisboa, filho do jornalista socialista Pedro Muralha. – 1941:Publica BECO, poesia político-social. – 1942: Com a chancela do “Novo Cancioneiro”, publica PASSAGEM DE NÍVEL, outros poemas de intervenção – 1943: Desembarca no Congo Belga, em exílio voluntário. Ali chegará a ser diretor geral daUnilever Internacional (SM estudara Ciências Econômicas e Financeiras em Lisboa e, mais tarde, estudará Administração de Empresas na Universidade de Louvain, na Bélgica). – 1944: Casa, por procuração (ela em Portugal, ele no Congo) com Maria Fernanda d’Almeida. O casal terá quatro filhos: Alexandre, José Ricardo, Beatriz e Mário Jorge. – 1950: Durante umas férias em Portugal, SM promove a edição de COMPANHEIRA DOS HOMENS, novos poemas político-sociais; e também do seu primeiro livro de poemas para crianças: BICHOS, BICHINHOS E BICHAROCOS. – 1960: Pressionados pela efervescência política, os Muralha se afastam do Congo e, durante dois anos, irão morar em Bruxelas. Neste período, contratado pela Unilever, SM viaja constantemente pelo mundo, prestando assessoria econômica a mercados financeiros. Estagia e trabalha em Bofatá, Guiné-Bissau, Ostende, Dakar, Londres e Paris. – 1961: SM chega sozinho ao Brasil (a família virá mais tarde). Em São Paulo, com o escritor Fernando Correia da Silva e o pintor Fernando Lemos (ambos portugueses) funda a Editora Giroflé, que irá revolucionar e criar um novo padrão para as publicações dirigidas às crianças. Apoio integral de intelectuais e artistas brasileiros, sucesso de crítica e fracasso de bilheteria. – 1962: A TELEVISÃO DA BICHARADA, poemas para crianças, chancela Giroflé, recebe o I Prêmio da Bienal do Livro de São Paulo. Entretanto, SM continua trabalhando para a Unilever no Brasil, prestando assessorias financeiras, proferindo conferências pelo país todo. Sempre bem sucedido. – 1963: SM publica OS OLHOS DAS CRIANÇAS. – 1974: Ao embarcar para visitar o Portugal libertado, SM declara: “Voltar não voltarei. Sempre lá estive.” – 1976: SM recebe o “Prêmio Meio Ambiente na Literatura Infantil” pelo seu livro VALÉRIA E A VIDA. – 1978: Falecimento de Maria Fernanda d’Almeida Muralha. – 1979: SM recebe o “Prémio Portugal 79 – Livro para Crianças” pelo seu HELENA E A COTOVIA. Casa com a médica obstetra Dra. Helen Butler, com quem passa a viver em Curitiba. – 1982: A 8 de dezembro falece em Curitiba, Paraná, Brasil. Sidónio Muralha (1)  foi um dos precursores do neo-realismo português com BECO (1941). Publicou 21 livros em prosa (contos, um romance, ensaio e depoimento) e versos para adultos e 15 para crianças, por editoras portuguesas e brasileiras. É considerado um dos melhores poetas para crianças em língua portuguesa.

     Aventuras Venturosas


 Perseguido pela polícia política salazarista resolveu embarcar com Alexandre Cabral para o Congo Belga. Como não falavam francês, contrataram uma professora com quem treinaram arduamente uma conversa-padrão até decorarem todas as respostas, sem se preocuparem em entender as perguntas... Com evidente surpresa, conseguiram o emprego.
Sidónio era campeão de pingue-pongue e durante a longa viagem marítima, mobilizou os passageiros para investirem em apostas na sua performance com a saltitante bolinha branca. Vitorioso nas disputas conseguiu algum dinheiro que o ajudou a se manter nos primeiros e difíceis tempos de África.
Ele mesmo conta, do seu jeito saboroso, suas primeiras experiências africanas e o desenrolar destas aventuras de exílio:
“Quando fui para o Congo, depois de uma conferência de Bento de Jesus Caraça, acompanhado de Alexandre Cabral e perseguidos pela polícia política, conseguimos um emprego, graças ao Soeiro Pereira Gomes (2), nosso querido camarada e amigo, na Unilever Internacional (quarto trust mundial, ironia do destino). Fui nomeado gerente de uma loja em Bukavu. Um dia, de repente, apareceu de “Cadillac” um indivíduo chamado Charles Jacquemart, o qual me perguntou que fazia eu ali como gerente, pois, como português, eu deveria estar atrás do balcão, a pesar cebola e batata e a cortar presunto. Pensei esmurrá-lo, mas isso colocar-me-ia na situação de ter de regressar a Portugal, de onde, depois, o Salazar nunca me deixaria sair. E decidi ir cortar presunto. Foram tempos difíceis e dolorosos. Então, prometi a mim mesmo arrebatar o lugar a esse diretor-geral que me havia ofendido. Segui cursos de especialização e freqüentava a Universidade de Lovaina, sempre que ia de férias. Galguei setecentos e vinte lugares e, sete anos depois, estava ao lado desse diretor-geral, como diretor comercial. Quando ele foi de férias escrevi um relatório sobre as suas atitudes desumanas, em relação ao pessoal, e acerca das inúmeras irregularidades cometidas. De Londres, recebi uma carta a nomear-me diretor-geral. Lembrei, mais tarde, a esse indivíduo que os portugueses eram para ser arremessados atrás dos balcões e ordenei-lhe que saísse imediatamente.
Escolhi o Brasil, sobretudo por causa da língua. Mas não acredito na existência de coisa mais trágica que o exílio.”
Entre as altas finanças, a administração exigente e a poesia chamante, viveu sempre de modo intenso e contrastante. Pulou, na mesma semana, da floresta úmida para alguma metrópole sofisticada. Voou entre a África e a Europa conseguindo pernoitar e produzir, em alguns dias intervalados, na selva e Paris, em Bruxelas ou em alguma aldeola perdida. Nunca perto da repetitiva monotonia...
Certa vez contou que fez: “em oito meses oitenta e oito mil quilômetros de avião e vinte e sete mil de estradas ”supervisionando várias equipes por todo o Brasil. Dizia e repetia enfaticamente: “A disciplina, a economia de meios, o ordenar as ideias e emoções de maneira harmoniosa e ao mesmo tempo direta, confundem por vezes no meu espírito poesia e organização. Existe em organização uma necessidade de criatividade e de pesquisa que não é incompatível com a poesia. As duas podem ajudar a salvar o mundo».
Viveu intensamente. Viajou incansavelmente.  Organizou obsessivamente. Poetou constantemente. 

MEGAFONE NO BECO


















 Com pouco mais de 20  anos, em 1941, Sidónio Muralha publicou seu primeiro livro - BECO - reunindo poemas de protesto social, de indignação com a ditadura salazarista, incorporando-se ao neo-realismo que então se iniciava e congregava poetas que ainda nem se conheciam, mas que bradavam - isolada e convictamente - pela justiça.
Em 1942, veio PASSAGEM DE NÍVEL e em 1950 COMPANHEIRA DOS HOMENS, mantendo a sublinhação denunciante das injustiças, soltando gritos raivosos com o descaso com os pobres, os velhos, os negros, as mulheres. Odes indignadas e loas compassivas a todos os marginalizados.
Luís Carlos, jornalista aposentado, comunista de carteirinha, se comove todas às vezes que relê algum destes poemas. Tem todos estes livros (e mais os outros que nunca foram mui divulgados e conhecidos...) em sua estante e em noites de insônia leva algum deles para a sua cabeceira. Então, lê- meditativamente- até a aurora se anunciar ou o sono chegar e o derrubar.
Maria Lúcia, professora liberal e liberada, não segura seu espanto com a estereotipia gritona e gritante dos versos e imagens. Leu por exigência escolar, fez a prova, declarou clara e explicitamente a sua opinião e foi reprovada. No ano seguinte releu os mesmos livros, elogiou no exame engolindo a sem-gracice e conseguiu a nota almejada. Às vezes, apanha um volume na biblioteca pública, folheia, se detém aqui ou ali e se pergunta o que Saramago ou o Álvaro Cunhal realmente diriam...
Sidónio Muralha fez várias profissões de fé. Uma delas: “Escrever é participar.”
Mais maduro, em 1963 publicou OS OLHOS DAS CRIANÇAS, 25 poemas embalados em requintado projeto gráfico. Neles se depara com a tristeza infinda pela solidão e miséria das crianças espalhadas pelo mundo. Desfilam garotos esfarrapados carregando o silêncio, despertando mal-estares em “implacáveis paisagens” . Flashes líricos e nostálgicos se mesclam com crianças indesejadas que “fustigam o rosto da cidade.”
O jornalista Luís Carlos copiou com tinta preta e letras imensas os versos que mais lhe tocaram deste livro e dependurou sobre a sua escrivaninha para se recordar sempre da premência do que  deve fazer:
“Olham os poetas as crianças das vielas
            mas não pedem cançonetas mas não pedem baladas
            o que elas pedem é que gritemos por elas
            as crianças sem livros sem ternura sem janelas
            as crianças dos versos que são como pedradas.”
A professora Maria Lúcia se debruçou na janela e cantarolou uma cantiga de antigamente. Lúdica, brincante, risonha. Depois, mansamente caminhou até à sua estante, vasculhou e encontrou o que desejava ler naquela exato momento. Se enroscou na poltrona aveludada e mergulhou nos sonetos de Florbela Espanca...
Quase uma década depois, em 1972, Sidónio  publicou O PÁSSARO FERIDO, reunindo muitos poemas e poucas crônicas. Neste pequeno volume, vagueia pelas saudades e reconhecimentos: dele mesmo, de cidades, amigos. Adentra por espantos jubilosos: “Não tenho tempo para ter idade.”, por ternuras contidas, usa de demolidora ironia com heróis pouco heroicos, ousa novas buscas.
No pórtico se lê outra profissão de fé: “Nasci homem, antes de ser poeta. Minha poesia nunca trairá os homens, meus companheiros. Se eles sofrem, ela, que faz parte de mim, sofre com eles e tem movimentos de fúria e de raiva como os bichos encurralados.”
Pela primeira vez, o velho jornalista e a jovem professora que nem se conheciam, concordaram. 

SÓ SABIA O SABIÁ






















 Sidónio cocoricou e começou a poetar para crianças. Em 1950 publicou BICHOS, BICHINHOS E BICHAROCOS uma coletânea divertida, onde se a criança, espanta, brinca, busca aliterações, segue brigas, surpreende. Verseja breve ou se estende por poemas compostos por várias estrofes, sem temer que a criança-leitora desista de chegar ao longínquo final...
Certa vez, perguntado, respondeu: “ Sempre me interessei pelas crianças e dou tudo o que de melhor para dar quando escrevo para elas...Quando escrevo, vejo desfilar imagens da infância que gostaria de ter tido mas não tive, porque custava muito caro. Quero entregar às crianças de hoje o que gostaria de ter recebido. Se não lhes dou mais e melhor é porque não sei. É tudo.”
Audaciou, criou, brincou. Em A TELEVISÃO DA BICHARADA, de 1962 - sem dúvida seu melhor livro - desconserta com os inesperados risonhos:
“Boa Noite.
            A zebra quis
            ir passear
            mas a infeliz
            foi para a cama
- teve que se deitar
            porque estava de pijama.”
quebra os preconceitos, aplaude a miscigenação (tão ao gosto luso), se encanta com o novo resultado:
“Se é branca a gata gatinha
            e é preto o gato gatão
            como é que são os gatinhos?
- os gatinhos eles são,
            são todos aos quadradinhos.”
produz o puro deleite ao narrar a oferenda, um lenço colorido, que a girafa deu ao seu marido:
“Que alegria!
          - disse o marido -
          ponha a pata
          nesta pata,
          com um pescoço
          tão comprido
          você não podia
          ter-me comprado
          uma gravata.”
Sempre humorado, abençoadamente politicamente incorreto nestes momentos criançais, ludicamente conta a conversa entre dois tatus gagos, descreve a imensidão do elefante ou o encantamento vaidoso do cardeal ao ver sua própria imagem espelhada... Não é conivente com as mentiranças natalinas e jocosamente adentra pelo sotaque espanhol dum peru nascido no Peru, cujo destino fatal é conclusivo: “se não houvesse Natais, haveria perus a mais.”
Nestes poemas, irresistível é o ritmo chamante, bailante, sensual, convidativo para os olhos se debruçarem  na leitura e os pés e as mãos marcarem os pontos de parada e de andada.
“A floresta
            acordada
            pela madrugada
            de um dia
            de festa
            abria
            a saia rodada”
ou
“partiu do canteiro
           e o marinheiro
           partiu,
           partiu o navio,
           partiu o marinheiro.”
O velho jornalista Luís Carlos vagueou seguindo seu cigarro aceso, espiralou a fumaça e quis que ela também lhe trouxesse a suave boniteza reencontrada:
“ - mas do cachimbo saíram a voar
            um colibri,
               dois colibris
                  três colibris.”
A jovem professora Maria Lúcia festejou a alegria e a poesia descobertas naquele doce e ocasional momento  e  dizendo pela primeira vez:
            “Era um sábio o sabiá.”
sabendo que assim falava do sabiá Sidónio Muralha, que até então tão mal conhecia e tão pouco sabia...
Em A DANÇA DOS PICAPAUS, lançado em 1976, Sidónio continua encantando e provocando, num  jogo inusitado entre vários bicharocos , respostas inusitadas da criança-leitora. Propondo que ela faça a prova dos nove se acreditar que a onça é um gato crescido, lendo anúncios chorosos de quem enfrentou  agruras dolorosas:
“Urso procura mel
            que não tenha abelhas”.
chamando para o movimento contínuo ao se deixar levar pela irresistível sonoridade:
“Quebra-se o ovo da rola
             sai uma rola do ovo
                que bota um ovo de rola
             e tudo começa de novo.”
VOA, PÁSSARO, VOA, lançado em 1978, é a edição portuguesa destes dois deliciosos livros poemais publicados no Brasil. Reúne as 16 poesias da TELEVISÃO DA BICHARADA , outras 10 da DANÇA DOS PICAPAUS e agrega dois inéditos... FILM  EN COULEUR, de 1981, também reimprime poemas da TELEVISÃO DA BICHARADA e alguns outros pedindo tradução urgente para as crianças que - ainda - só leem em português.
Importante é assinalar que o parceiro visual, o ilustrador e programador gráfico mais constante do poeta Sidónio foi o artista plástico Fernando Lemos, também nascido nas terras lusitanas.
Em 1981, saiu a ciranda lírica TODAS AS CRIANÇAS DO MUNDO e em 1983 O ROUXINOL E SUA NAMORADA onde- entre namoricos passarinhais e de outros bicharocos, se estende a ternura, a procura da liberdade e se reencontra, espalhados pelas páginas, os trocadilhos divertidos, as aliterações inventivas, o ritmo chamante.
A professora Maria Lúcia sentiu subir a indignação. Se perguntou e não conseguiu se responder porque seus professores, quando ela era ainda uma criança, não leram os poemas infantis de Sidónio Muralha para ela e seus colegas. Teria sorrido, se surpreendido, se espantado, se divertido. Teria simplesmente adorado! Teria se iniciado antes nas delícias da poesia... Festejou o que agora sabia. Sabia o que leria para seus alunos, logo amanhã.
“mas onde estava a alegria
             mas onde estava a poesia
             só  sabia
             o sabiá.
             (...)
              - era um sábio o sabiá.”
Sidónio Muralha foi vanguarda na forma de versejar para crianças. Inventou, brincou, inovou, deleitou. E permanece ocupando um dos primeiros lugares entre os que melhor escreveram poesia infantil, em língua portuguesa, no século 20. 

PERDIDO NA PROSA EMPERRADA



 Sidónio Muralha também se dirigiu às crianças pelas veredas da prosa e narrou nove histórias, editadas em Portugal ou no Brasil.
O jornalista Luís Carlos conta - sempre emocionado - aos seus netos O COMPANHEIRO e A AMIZADE BATE À PORTA (ambos de 1975) e CATARINA DE TODOS NÓS (de 1979). Relembra seu próprio fervor quando da Revolução de Abril, faz sua voz ressoar mais forte e firme ao ressaltar o discurso político, os males da colonização, a bravura da camponesa anti-racista.
A professora Maria Lúcia não disfarça sua irritação com o dogmatismo, o maniqueísmo, a discurseira político ensinante destas histórias. Procura a poesia solta e sábia e só encontra a prosa travada.
Luís Carlos considera fundamental o eixo de VALÉRIA E A VIDA (1976), um brado contra a poluição nefasta. Não duvida, na firmeza de sua crença convicta: tem que se conscientizar as crianças. Nada é mais importante num livro que se quer e se pretende livro! Maria Lúcia se espantou com a quantidade de frases feitas que encontrou nestas páginas, com a ausência de sabor, de vitalidade...Se disse: ”decididamente não sou adepta duma história que se encolhe e se estreita para dar passagem ao recado-da- participação. Quero literatura, não manifestos. Para mim e para meus alunos.”
Em SETE CAVALOS NA BERLINDA (1977), Maria Lúcia volteou surpreendida. Nas primeiras páginas soltura e leveza, seguidas dum sensível lirismo. Logo empacou. O texto não a fez cavalgar, galopar, nem trotar como os cavalos. Olhou ressabiada, dispensou a carruagem e pegou um poético e colorido bonde que por ali passava e que prometia lhe fazer chegar num lugar cheinho de gostosuras e belezuras. Encheu-se de saborosas expectativas...
Luís Carlos guarda há anos, com especial desvelo HELENA E A COTOVIA (1979). Sente-se comovido com os voos libertadores dos pássaros. Encolhe-se na sua cinzenta poltrona e relembra quantas vezes se deparou com estas imagens...Não, não se importa com a obviedade, com o moralismo explícito, nem com os imensos e intermináveis parágrafos. Persiste na sua insistência convicta: seus netos e todas as crianças-leitoras-do-mundo ainda vão entender a amplitude da libertação dos pássaros e de todas as espécies aprisionadas... Fechou o colarinho impecavelmente branco e refez o nó da gravata.
Sidónio, uma vez perguntado, respondeu o que o levava a escrever para este público: “É importante escrever para as crianças e os jovens como um corredor de estafetas que passa o testemunho, para outros prosseguirem, e depois sai do campo, apaga-se, desaparece, leva com ele a certeza do dever comprido.” Ele optou pela tarefa, não pelo deleite provocativo que a literatura pode trazer.
Publicou ainda OS TRÊS CACHIMBOS, um croquis promissor dum texto não finalizado, o divertido O TREM CHEGOU ATRASADO e um ambíguo A REVOLTA DOS GUARDAS CHUVAS, onde se debate entre o non-sense e a chamada ensinante sobre os males da tirania, sem se resolver sobre o tom buscante.
Sidónio declarou certa feita: “Tanto a prosa como o verso para crianças têm que ter ritmo, têm que saber sentido de humor, têm que saber brincar, encaixar as frases umas nas outras, têm que despertar na criança o desejo criativo”.
A professora Maria Lúcia embasbacou quando leu esta resposta. Empalideceu, enraivou. Achou todos estes elementos na poesia do sabiá poeta. Não na sua prosa. Em alguns momentos encontrou um esboço de humor, de non-sense divertido e soltamente brincante, mas sempre apegado a um pano de fundo politizante. Não sentiu as frases encaixadas, escorrendo deslizantemente pelas páginas impressas. Leu um texto sem fluidez, sem envolvência. Não se seduziu, não embarcou e muito menos se viu com seus ímpetos criativos atonados e aflorados. Encontrou personagens apenas esboçados e o prosador preso, sem voar como já tinha mostrado que podia e sabia em seus encantados poemas.
O jornalista Luís Carlos perplexou. Gostou sempre destas histórias, exatamente porque não cediam às brincadeiras bobas e alienantes e ressaltavam a seriedade dos assuntos focados. Fosse a luta antifascista ou a antipoluição, a solução era sempre libertária. Mais do que demonstrados, muito bem provados. Estes eram os temas certos para se falar com as crianças, se repetiu. Gostou porque os personagens não se debatiam em conflitos ou impasses, tão ao gosto dos moderninhos sem compromissos com a luta maior. Gostou sempre porque os personagens não eram maiores do que a história. Gostou sempre, porque a narrativa é simples, clara, caminha numa reta que sabe onde vai chegar. Como todos os homens que lutam por um mundo mais justo! Luís Carlos apanhou vários volumes da prosa escrita por Sidónio e se dirigiu à casa dos netos para viverem, juntos, um entardecer esclarecedor.

A EDITORA GIROFLÉ










No início dos anos 60, em São Paulo, alguns intelectuais e artistas portugueses capitaneados por Sidónio Muralha, Fernando Correia da Silva e Fernando Lemos, arregimentaram e se cercaram de vários profissionais liberais brasileiros e de exilados portugueses e se reuniram para formatar uma editora absolutamente original: a GIROFLÉ.
Nas pequenas saletas, o clima era de permanente efervescência, febricitação, criatividade impulsionadora e fazedora.
Pela primeira vez, no Brasil, uma editora se dedicava exclusivamente a livros para crianças... E que livros! Ousados no formato retangular, alongado, com um projeto gráfico belo e requintado e belo, papel kraft, capa dura...
Lançaram cinco títulos. Histórias ou poemas escritos por Cecília Meireles, Gerda Brentani, Fernando Correia da Silva, Guilherme de Figueiredo e Sidónio Muralha que por lá editorou o seu maior sucesso e também o maior sucesso da Giroflé: A TELEVISÃO DA BICHARADA (posteriormente relançado por duas outras editoras brasileiras).
Ilustradores do porte de Maria Bonomi e Fernando Lemos, um livro exibindo fotos de Dulce Carneiro no lugar de desenhos, mudava o conceito de ilustração do livro infantil... Inovações em cima de inovações!
O Boletim Pedagógico Giroflé sacudia a cabeça dos professores e pais, propondo questões, levantando novas angulações, ampliando o conceito do que fazer e suscitar nas crianças...Cartões postais reproduzindo desenhos infantis, impressos em impecável qualidade gráfica, embalados em envelopes de design avançado mostravam registros impactantemente coloridos do real olhar da criança. Esteticamente educativos.
A Giroflé buscou o humor, a leveza, o requinte, a formosura. A narrativa bem estruturada, a escrita de qualidade. Trouxe autores e ilustradores que nunca tinham escrito ou desenhado para crianças. Tratou a criança com atento respeito por sua inteligência e percepção atilados. Deslumbrou gentes de todas a idades. Inovou em tudo! Sua ousadia formal e textual (quase 40 anos depois) ainda não foi alcançada por nenhuma outra editora e está longe de ser superada.
Para quem lida com livros infantis, a chegada destes arrojados intelectuais e artistas portugueses, foi mais importante e impulsionante do que a de Cabral com suas caravelas. Trouxeram, efetivamente, a descoberta! 

O SORRISO DE SIDÓNIO

Sidónio Muralha foi um homem sorridente, gargalhante, certo de suas certezas, entusiasmado, vital, por vezes arrogante, como acrescentaria o jornalista Luís Carlos brindando com seus amigos:  Como ele gostava de mandar as suas pedradas no charco, como a do BECO em 1941, poesia político-social quando a maioria dos poetas, para não sujar as mãos, declamava em esferas metafísicas... Foi a exultação da militância antifascista portuguesa.
E como agregaria a professora Maria Lúcia : Ainda bem que surgiram poetas como ele, que abriram as portas e vielas para que eu pudesse caminhar livre e solta por Lisboa.
Sidónio Muralha foi um enfático, sedutor, arrebanhador de carneiros para se aliarem às suas inadiáveis teimosias, generoso, cobrante, trabalhador, bon-vivant. Um homem dialético.
Escrevia sempre, onde estivesse. Em restaurantes ou aviões, na escrivaninha ou em alguma sala de espera. Apanhava qualquer papelucho disponível, um guardanapo de papel escondido, segurava sua majestática caneta e se punha a versejar. Por puro e irresistível impulso. Raro sair dum jantar, com ele, sem levar - na bolsa - um poeminha divertido, sarcástico e sintetizador do acontecido na noitada.
Sempre foi um correspondente contumaz. Avalanches de cartas para amigos anônimos ou afastados, para escritores famosos, para toda e qualquer criança que com ele quisesse conversar.
Íntegro, solidário, definiu assim a sua rota:
“Parar. Parar não paro.
      Esquecer. Esquecer não esqueço.
      Se carácter custa caro
      pago o preço.”
Pagou!
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(1)     Em homenagem ao falecido marido, a Dra. Helen Butler Muralha organizou e dirige a Fundação Sidónio Muralha
Rua Desembargador Westphalen, 1014
(80230- 100) - Curitiba - Paraná - Brasil

(2)     Soeiro Pereira Gomes, que também trabalhou e viveu em África, escreveu um romance notável, ESTEIROS, na beira-Tejo os meninos sem infância. Morreu, de mal incurável, durante a clandestinidade antifascista, solidão.
No II Encontro De Literatura Portuguesa Para Crianças acontecerão leituras públicas da obra de Sidónio Muralha, uma gentileza da Fundação Sidónio Muralha.

Instalação “Tributo à Sidónio Muralha”

Convite especial:  


Exposição Virtual de Artes Plásticas, Fotografia e Poesia:

  A Exposição Virtual de Artes Plásticas, Fotografia e Poesia: Expedição Caravelas  - Conexão Santos-Coimbra; almeja inserir as artes plásticas, a fotografia e a poesia  como instrumentos de mobilização socioambiental entre os jovens cidadãos da cidade de Santos, que prestam uma homenagem poética à Cidade De Coimbra, Cidade do Conhecimento, Cidade dos Estudantes. Homenageando Portugal com as cores vibrantes do maior Porto do Brasil, através de um programa de intercâmbio e difusão cultural denominado Expedição Caravelas 2013.
Exposição da Coleção  de Cartões Postais “12 Retratos do Porto de Santos” com reproduções de Pinturas Originais realizadas por jovens da Rede Pública Municipal de Ensino Fundamental I e II de Santos do Projeto Coeducação de Gerações da Organização Neo Humanitarismo Universalista, ONH-U, com a Coordenação Artística do artista plástico, fotógrafo e poeta Amorim, graduado em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo.

Exposição Fotográfica Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas em Santos – Fotógrafo: Amorim




 Exposição Fotográfica de Joanna Rocha
Poemas de Teresa Teixeira, Embaixadora Oficial do II Encontro De Literatura Portuguesa Para Crianças



TERESA TEIXEIRA
EMBAIXADORA OFICIAL DO II ENCONTRO DE LITERATURA PORTUGUESA PARA CRIANÇAS

Teresa Teixeira, Embaixadora Oficial do II Encontro de Literatura Portuguesa Para Crianças.


Portuguesa, vive no Brasil há mais de 30 anos. Com ampla experiência internacional, residiu em vários países; tem estudos em Pedagogia, especializações em Educação, Interfaces, Religião, no Brasil. Estudos em Ciências do Trabalho, Graduação e Mestrado, na Bélgica, e em Política, na Rússia. Em sua vida profissional pode estender estes conhecimentos ao Turismo de Eventos, no Paraná. Atualmente, reside em Santos e dedica-se à literatura, poesia, em arte digital.  

Celebrando a Literatura Infantil Portuguesa na cidade de Santos com participações especiais de:

Luciana Mello, Coordenadora da Biblioteca Hans Christian Andersen de São Paulo apresentando "Contos Populares Portugueses."

Festa literária portuguesa com o Grupo Poetas Vivos de Santos.

Apresentação: Jam Pawlak, Presidente da Organização Neo Humanitarismo Universalista.


Projeto Leia Comigo da Fundação Educar DPaschoal
Fundação Sidónio Muralha

O Mundo Encantado das Brincadeiras Portuguesas:

Amarelinha, Peteca, Pula corda, Brincadeiras de roda!

Passeio Literário com a Boneca Emília da obra de Monteiro Lobato na Exposição Estação Da Língua – Museu da Língua Portuguesa em Santos  SP

Concepção & Realização: